Um dos maiores sucessos de venda das últimas semanas na Espanha é um livro que poderia ser taxado de, no mínimo, subversivo.
Não por mim, claro, que adorei o tema.
Nele a Cinderela se rebela, vira vegetariana, sai do baile só de madrugada e larga o príncipe encantado; além disso sua amiga Branca de Neve usa Prozac para combater a depressão.
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A obra La Cenicienta que no Queria Comer Perdices vendeu mais de 50 mil exemplares no país nas seis primeiras semanas após seu lançamento.
A história foi criada quase que por brincadeira pela escritora Nunila López Salamero e pela desenhista Myriam Cameros Sierra.
Elas contam que ofereceram o livro a várias editoras espanholas e não receberam nem um e-mail como resposta.
Com a ajuda de amigas e de associações de combate à violência contra a mulher, López e Cameros juntaram dinheiro em coletas para a primeira publicação e o sucesso foi imediato.

Receberam apoio de intelectuais espanhóis e chamaram a atenção de uma das maiores editoras da Espanha, a Planeta, que publicou o texto.
“A Cinderela que não queria comer perdizes” é uma alusão ao tradicional final de contos em espanhol, que acabam com a frase “foram felizes e comeram perdizes”
Outras princesas do livro
A Cinderela espanhola do século 21 percebe que era uma mulher maltratada pela madrasta e suas irmãs, abandonada pelo pai, forçada a estar magra para caber em roupas de tamanho 38 e que o príncipe, depois que se tornou seu marido, era um mandão e eterno insatisfeito.
No livro, a renovada Gata Borralheira ainda se reencontra com suas amigas princesas que também estão em nova fase e com outros personagens de contos clássicos que decidem mudar de vida.
A Bela Adormecida explica como acordou sozinha, Branca de Neve sai da depressão, deixa o Prozac (remédio ansiolítico) e resolve se bronzear até ficar morena.
O livro é dedicado a todas as mulheres valentes que querem mudar de vida, explicam as autoras.

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